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	<title>Administrando.net &#187; Motivação</title>
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	<description>Gestão, marketing e finanças na era da informação.</description>
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		<title>Não espere a solução cair do céu, tome uma atitude</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 16:29:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder L. Marques</dc:creator>
				<category><![CDATA[Motivação]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho em equipe]]></category>
		<category><![CDATA[videos]]></category>

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		<description><![CDATA[Havia um problema, todos esperavam pela solução, mas ninguém se mexeu para resolver.
Não sabendo que era impossível, o garoto foi lá e fez.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="349"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/xtprsgQWkPs&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;rel=0&#038;color1=0x006699&#038;color2=0x54abd6&#038;border=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/xtprsgQWkPs&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;rel=0&#038;color1=0x006699&#038;color2=0x54abd6&#038;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="349"></embed></object></p>
<p>Lendo via rss? clique <a href="http://www.youtube.com/watch?v=xtprsgQWkPs">aqui.</a></p>
<p>Havia um problema, todos esperavam pela solução, mas ninguém se mexeu para resolver.<br />
Não sabendo que era impossível, o garoto foi lá e fez.</p>
<p>O cenário pode não ser o mesmo, mas cotidianamente nos deparamos com situações semelhantes no trabalho. Não se acomode. Participe. E mesmo que não tome a dianteira, não espere ser solicitado, ajude sua equipe e seja responsável pelo sucesso coletivo.</p>
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		<title>Brasil &#8211; da pobreza ao sucesso empresarial</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 16:10:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder L. Marques</dc:creator>
				<category><![CDATA[Motivação]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Biografias]]></category>

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		<description><![CDATA[é impressionante o número de exemplos de pessoas que saíram praticamente do zero e construíram grandes fortunas à custa de seu próprio trabalho. O Brasil está cheio deles, e segundo pesquisas acadêmicas, a possibilidade de um brasileiro ter melhores condições de vida do que a de seus pais é de 4,5 vezes maior do que a de ele ter decaído, mais que o dobro do registrado na potência americana, "a terra das oportunidades". Tenho que concordar com a pesquisa do sociólogo da Iuperj: meus avós não tinham nem o 1o grau, meus pais completaram o 2o, e eu e meu irmão estamos na faculdade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gosto muito de ler biografias de grandes empresários. Adquirir conhecimento através da experiência dos outros é uma boa forma de descobrir novos caminhos e possibilidades,  conhecer diferentes visões de mundo, muito úteis quando passamos por situações similares.</p>
<p>E é impressionante o número de exemplos de pessoas que saíram praticamente do zero e construíram grandes fortunas à custa de seu próprio trabalho. O Brasil está cheio deles, e segundo pesquisas acadêmicas, a possibilidade de um brasileiro ter melhores condições de vida do que a de seus pais é de 4,5 vezes maior do que a de ele ter decaído, mais que o dobro do registrado na potência americana, &#8220;a terra das oportunidades&#8221;. Tenho que concordar com a pesquisa do sociólogo da Iuperj: meus avós não tinham nem o 1o grau, meus pais completaram o 2o, e eu e meu irmão estamos na faculdade.</p>
<p>Em <a title="Milionarios saidos do zero" href="http://portalexame.abril.com.br/negocios/m0140360.html" target="_blank">reportagem no portal EXAME</a>, da editora abril, encontrei uma matéria sobre seis grandes homens de negócios, saídos da pobreza e atualmente milionários. Gostei dos relatos pela simplicidade, pela humildade, e mais ainda por não ter um tom piegas.</p>
<p>Exemplos como o de Alberto Saraiva, dono da rede Habbib&#8217;s, que teve o pai assassinado e assumiu uma padaria falida aos 19 anos &#8211; tendo inclusive que virar padeiro -, ou de Élio D’Ávila, dono da agência de turismo Flytour e que já teve que dormir em banco de praça, mostram que para quem tem garra  &#8211; e sabe aproveitar uma oportunidade  quando a tem &#8211; é possível ir longe.</p>
<p>Leitura mais que recomendada.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A arte de procrastinar</title>
		<link>http://administrando.net/a-arte-de-procrastinar/</link>
		<comments>http://administrando.net/a-arte-de-procrastinar/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Nov 2007 20:21:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder L. Marques</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gestão do tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Motivação]]></category>
		<category><![CDATA[lifehacking]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre me disseram que a procrastinação era algo ruim, que deveria ser evitada a todo custo. A princípio acreditei piamente, como se fosse uma lei universal. Ao passar dos anos, porém, descobri que a coisa não é tão monocromática assim. A quase totalidade dos textos que tratam do assunto abordam apenas o lado negativo, fornecendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre me disseram que a procrastinação era algo ruim, que deveria ser evitada a todo custo. A princípio acreditei piamente, como se fosse uma lei universal. Ao passar dos anos, porém, descobri que a coisa não é tão monocromática assim.</p>
<p>A quase totalidade dos textos que tratam do assunto abordam apenas o lado negativo, fornecendo receitas(?!) de como eliminá-la. Porém daremos aqui um outro enfoque, um contraponto ao costumeiro <em>não deixe para amanhã o que se pode fazer hoje</em>.</p>
<p>Creio que a procrastinação tem mais a ver com valores, urgência e importância do que com uma mera lista de tarefas. A grande questão, como diria Paul Graham em seu artigo <a href="http://www.paulgraham.com/procrastination.html" title="Good and bad procrastination" target="_blank">A boa e a má procrastinação</a>, não é como evitá-la, mas como procrastinar bem.</p>
<p>O primeiro passo é a identificação do que pode ser protelado.  É uma lástima deixar para iniciar um trabalho, solicitado com bastante antecedência, apenas dias antes da sua entrega. Mas o que dizer das atividades do dia-a-dia, ou das menos importantes?</p>
<p>Não se trata de um mero desprezo para com as tarefas cotidianas, mas de saber lidar melhor com elas. É uma questão de oportunidade.</p>
<p>Você trabalhou para resolver um problema complexo nas últimas duas horas e está em um elevado grau de concentração, mas sabe que tem que ir buscar uma encomenda nos correios. Postergue esta saída para amanhã e continue resolvendo o problema, não perca a inspiração.</p>
<p>Não se deve interromper uma tarefa complexa, que exige energia mental abundante, para cuidar de de afazeres simples, que podem ser adiados sem problemas.</p>
<p>Quem nunca teve aquela sensação de achar o dia curto demais para as atividades que assumiu?  Contudo, a chave é não ser escravo do tempo, mas senhor dele. Nesse sentido, temas atuais como <a href="http://lifehacker.com/" title="Lifehacking" target="_blank">lifehacking</a> podem nos ajudar a desenvolvermos uma boa procrastinação.</p>
<p>Não tenha medo em adiar. Se precisar de um novo provérbio,  <em>faça amanhã o que irá atrapalhar o que está sendo feito hoje</em>.</p>
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		<title>Confie no seu potencial</title>
		<link>http://administrando.net/confie-no-seu-potencial/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 Aug 2007 18:21:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder L. Marques</dc:creator>
				<category><![CDATA[Motivação]]></category>

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		<description><![CDATA[Encontrei esse vídeo no vizinho Em busca do primeiro milhão, e resolvi compartilhar com vocês. Conta um pouco da história de Paul Potts, e como a confiança em nosso próprio potencial pode fazer a diferença. Paul nasceu na cidade de Bristol, em 1970. Filho de um motorista de ônibus e uma caixa de supermercado, teve [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify">
<p>Encontrei esse vídeo no vizinho <a href="http://www.primeiromilhao.com/">Em busca do primeiro milhão</a>, e resolvi compartilhar com vocês. Conta um pouco da história de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Paul_Potts">Paul Potts</a>, e como a confiança em nosso próprio potencial pode fazer a diferença.</p>
<p>Paul nasceu na cidade de Bristol, em 1970. Filho de um motorista de ônibus e uma caixa de supermercado, teve uma infância sem muitos amigos, principalmente devido a sua timidez.</p>
<p>Com o passar dos anos, o jovem Paul desenvolveu duas características: um amor pela música, em particular óperas, e um sério problema de alto-estima.</p>
<p>Durante sua adolescência, participou de um dos melhores corais de igreja em sua cidade-natal. Mas sua carência de auto-confiança o impediu de tentar algo profissional na área de canto. “Era mais seguro não tentar do que correr o risco de ouvir um não”, disse certa vez.</p>
<p>E assim, desmotivado e sem confiança em si próprio, foi deixando de lado a música e trabalhando como vendedor de celulares. Paul ouvia seus superiores dizendo que ele era um “vendedor nato”, mas ele sabia que ele não era.<br />
<blockquote>&#8220;When I was selling, I always felt like I was putting on an act. When I sang, that&#8217;s when I felt I was myself &#8211; the real me.&#8221;</p></blockquote>
<p>Como se não bastasse, Paul sofreu uma cirurgia para apendicite, descobriu um tumor benigno em sua glândula adrenal, e após uma queda de bicicleta, quebrou sua clavícula.</p>
<p>Mas Paul não desistiu dos seus sonhos e daquilo que o motivava para viver. Em 2007, Paul Potts se inscreveu no festival <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Britain's_Got_Talent">Britain&#8217;s Got Talent.</a></p>
<p>Difícil de imaginar alguém com esse perfil cantando ópera, não é mesmo? Pois bem, vejamos o vídeo, e depois tiremos nossas conclusões.</p>
<p><object width="425" height="366"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rHOeWPOdj2Q&#038;rel=1&#038;border=0"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/rHOeWPOdj2Q&#038;rel=1&#038;border=0" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="366"></embed></object></p>
<p>(lendo via RSS? clique <a href="http://www.youtube.com/watch?v=rHOeWPOdj2Q">aqui</a>)</p>
<p>De arrepiar, não? Repare na cara inicial de desprezo dos apresentadores. Muitas vezes em nossa vida encontramos pessoas que nos julgam pela nossa aparência e condição social, e não por nossa capacidade. Observe como Paul conseguiu mudar isso, e dar a volta por cima em menos de 1 minuto. Bastou a chance de poder mostrar seu talento para que todas as pessoas mudassem de opinião, e o aclamassem de pé.</p>
<p>Para isso, Paul Potts teve que se arriscar. Teve que deixar de lado o medo do que os outros iriam achar sobre ele e tentar.</p>
<p>Não deixe que as pessoas digam do que você é ou não capaz. Confie em si mesmo e arrisque-se. Busque seus objetivos. No final das contas, você só irá alcançá-los se caminhar na direção deles.</p>
<p>Tendo isso, nada lhe segura. Paul desenvolveu essas características. Precisa dizer quem ganhou?</p>
<p><object width="425" height="366"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2P06eZxND7w&#038;rel=1&#038;border=0"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/2P06eZxND7w&#038;rel=1&#038;border=0" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="366"></embed></object></p>
<p>(lendo via RSS? clique <a href="http://www.youtube.com/watch?v=2P06eZxND7w">aqui</a>)</p>
<p>Saiba mais:</p>
<p><a href="http://www.paulpottsuk.com/">Site oficial de Paul Potts</a></p>
</div>
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		<title>Continuem com fome. Continuem bobos.</title>
		<link>http://administrando.net/continuem-com-fome-continuem-bobos/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 May 2007 20:59:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eder L. Marques</dc:creator>
				<category><![CDATA[Motivação]]></category>

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		<description><![CDATA[Prezados leitores, peço desculpas por este perído de ausência de artigos. Deixando os motivos de lado, inicio uma nova categoria, intitulada Motivação. Nela pretendo incluir textos que nos levem a refletir sobre as decisões e caminhos que trilhamos nessa longa jornada que é criar e estabelecer uma carreira.Para inaugurar, publico o discurso que Steve Jobs [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Prezados leitores, peço desculpas por este perído de ausência de artigos. Deixando os motivos de lado, inicio uma nova categoria, intitulada Motivação. Nela pretendo incluir textos que nos levem a refletir sobre as decisões e caminhos que trilhamos nessa longa jornada que é criar e estabelecer uma carreira.Para inaugurar,  publico o <a href="http://news-service.stanford.edu/news/2005/june15/jobs-061505.html" title="Discurso de Steve Jobs" target="_blank">discurso</a> que <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Steve_Jobs" title="Steve Jobs" target="_blank">Steve Jobs</a> (CEO da Apple, a empres aque lançou o primeiro computador pessoal, e da Pixar, a maior empresa de animação gráfica do mundo) fez em 2005 para uma turma de formandos da <a href="http://www.stanford.edu/" title="Universidade de Stanford" target="_blank">Universidade de Stanford</a>. Ele nos faz pensar um pouco sobre o que estamos fazendo agora, e sobre aonde queremos chegar com tudo isso. Confira.</p>
<p><img src="http://www.administrando.net/wp-content/uploads/2007/05/steve_jobs.jpg" style="width: 254px; height: 190px" id="image33" alt="Steve Jobs" align="right" />&#8220;Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias. A primeira história é sobre ligar os pontos.</p>
<p>Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais dezoito meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer.Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior.</p>
<p>Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina. Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: &#8220;Apareceu um garoto. Vocês o querem?&#8221; Eles disseram: &#8220;É claro.&#8221; Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade.</p>
<p>E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de 6 meses, eu não podia ver valor naquilo. Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria OK. Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz.</p>
<p>No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes.Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo. Muito do que descobri naquele época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço.</p>
<p>Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.</p>
<p>Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.</p>
<p>Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para a frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.</p>
<p>De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa &#8211; sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.</p>
<p>Minha segunda história é sobre amor e perda.</p>
<p>Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação &#8211; o Macintosh &#8211; e eu tinha 30 anos. E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir.</p>
<p>Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses. Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira.</p>
<p>Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício]. Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida.</p>
<p>Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa. Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple. E Lorene e eu temos uma família maravilhosa.</p>
<p>Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple. Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia.</p>
<p>Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama. Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.</p>
<p>Minha terceira história é sobre morte.</p>
<p>Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: &#8220;Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último&#8221;. Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: &#8220;Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?&#8221; E se a resposta é &#8220;não&#8221; por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.</p>
<p>Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo &#8211; expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar &#8211; caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.</p>
<p>Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas. Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de 3 a 6 semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas &#8211; que é o código dos médicos para &#8220;preparar para morrer&#8221;. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus. Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro.</p>
<p>Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem. Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas.</p>
<p>Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.</p>
<p>O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição.</p>
<p>Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário. Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid.</p>
<p>Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes do Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de The Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês. Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras: &#8220;Continue com fome, continue bobo&#8221;. Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.</p>
<p>Obrigado.</p>
<p>Steve Jobs&#8221;</p>
<p>Versão oficial no site da <a href="http://news-service.stanford.edu/news/2005/june15/jobs-061505.html" title="Discurso de Steve Jobs" target="_blank">Universidade de Stanford</a>.<br />
A tradução veio do site da revista <a href="http://vocesa.abril.com.br/evolucao/aberto/ar_80039.shtml" title="Discurso de Steve Jobs" target="_blank">VOCÊ S/A .</a><br />
No youtube está disponível um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=D1R-jKKp3NA" title="Vídeo do Discurso de Steve Jobs aos formandos de Stanford" target="_blank">vídeo</a> do discurso.</p>
<p>Esperamos que tenha gostado do artigo. Deixe seu comentário ou sugestões de assuntos para os próximos textos.</p>
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